terça-feira, 30 de outubro de 2007

DIA 6


(segunda)
Melhor. Bem melhor.

Mais um dia a solo, e... sinceramente, estou a começar a ganhar de novo o entusiasmo. Por algumas razões. Uma: alguns dos problemas que apontei foram resolvidos rapidamente - o que significa realmente "rapidamente!" - pelo Producer/Editor; duas: ele próprio notava algumas falhas que eu nem tinha reparado, e irá fazer mais reparações; três: ele motivou-me a fazer as partes de guitarra de forma a eu ser fiel ao feeling das músicas, despreocupando-me de grandes acompanhamentos cirúrgicos às oscilações da bateria, dando a notar que na fase de edição - cut/paste/cut/listen - ele irá corrigir o que está errado. :')=

Tocar algumas destas coisas em bateria é um pouco complicado, pelo menos para mim que sou um baterista que não se leva a 100%, e apenas quando é para ensaiar, ou inventar um pouco. Penso que exercito mais a imaginação que a prática no drum-kit mesmo. E alguns destes ritmos são "inventivos", e também bastantes, de tal forma que já, eu tocá-los é um desafio, então, tocá-los a tentar obedecer um padrão matemático (tic, toc, toc, toc) do metrónomo (ou então para ilustrar melhor a dificuldade: tic, toc, tac, toc, tic, toc, tac, toc...)... foi quase desesperante.
Mas na fase de criação original muita coisa foi editada por mim, no "S." (há 3/4 meses(???) atrás, de forma a que a bateria seguisse a ideia original que eu tinha na guitarra, e que formasse uma "cama" bem preparada, certinha, para eu gravar a faixa definitiva da guitarra por cima, e depois atirar mais coisas para cima disso tudo.

Aqui mantém-se o espírito: manter-se fiel ao feeling da guitarra; mesmo que o ritmo tenha falhas, a guitarra será a prioridade. Isso tirou-me um peso enorme de cima.

Acertámos alguns erros mais chatos na faixa de bateria de duas músicas, e logo decidimos ir gravando e mexendo nas faixas de bateria das outras alternadamente.
Comecei, então, logo a gravar guitarras. 4 faixas de guitarra ficaram quase despachadas (3 estão, uma está em vias de..).
Terça ficam o resto das guitarradas, e depois de gravar o baixo volto a elas de novo, para os "solos" e os loops marados. :')=

Está a correr melhor. Ainda bem.

AH!... LOL
Esta tinha de partilhar:
Estávamos a meio da gravação de um take - eu no estúdio, lá fechado sozinho a ouvir e a gravar -, quando falha a luz. LOL...
Eu lá no escuro a pensar "Uh... prioridades, prioridades.. Ok... desligar o jack da guitarra... ok... Ah!.. tenho que desligar o amplificador e o cabeço..", e lá andava eu a passo de lesma, a ver se não tropeçava num cabo - dos 10 que andavam pelo chão(só para a guitarra eram dois - input/output -, depois para a gravação mais dois(mic do amp/e REC clean)... pff..) -, até finalmente fazer isso. Também desliguei os transformadores. Fiz isto, não fosse a luz voltar de imediato e estourar alguma coisa. Claro que as coisas já não são tanto assim, mas podia acontecer, e se acontecesse... bem, eu ficava a arder com (ou melhor, sem!) a minha guitarrasita, e sem o pedal de distorção. Ainda deu trabalho "arranjá-los", há uns anos!
Quando tive notícias de vida de alguém que estivesse às escuras do outro lado, percebi que o Nuno já estava a tomar conta da situação e que só tinha falhado a luz na parte de cima. Lá em baixo havia luz.
Estranho? Nem por isso. (Vá lá que o equipamento ficou todo ileso, e a gravação também ficou em back-up..) Tinha sido ele que enquanto eu gravava, estava entretido a ver se uma espécie de "bengaleiro com lâmpadas"(uma espécie de candeeiro para palco ou cenas..) ainda funcionava ou não, a mexer numa lâmpada. Aquilo estourou; a luz foi abaixo.

LOL...
Se não acontecesse uma coisa destas, acho que não era uma experiência completa em estúdio.

X'D=

Folga


Domingo.
Correu tudo muito bem.
Acho que o concerto pode não vir a ser um acidente, afinal de contas. No entanto é algo bem diferente, porque acho que é a primeira vez para alguns de nós - eu incluído - que vamos fazer um concerto quase só de versões. Parece que fizémos tudo ao contrário. Agora é que me sinto como se tivesse numa banda de adolescentes e estivéssemos a tocar para o pessoal do liceu. Esses é que tinham bandas que só faziam covers e os amigos sempre deliram com isso. Porque os amigos estão a tocar as músicas que ambos os lados (público e banda) admiram.

lol...

O alinhamento ficou:
Pennyroyal tea (Nirvana)
Anarchy in the UK (Sex Pistols)
Creep (Stone Temple Pilots)
Self Esteem (Offspring)
Rebel yell (Billy Idol)
Official honest note (nós..)
Five to one (Doors)
A minha sogra é um boi (Mata-Ratos)
Alecrim (Censurados)
Territorial pissings (Nirvana)
Official honest note (nós outra vez...)

Não me posso é esquecer que terça preciso de carregar o material quase todo para os carros do pessoal, e quarta sair das gravações a correr para me encontrar com eles em Espinho, para a seguir: ROCK!

X')=

domingo, 28 de outubro de 2007

Folga


Apesar de hoje não ter havido "movimento" em torno de 1769, houve música.
Apesar do concerto ter sido marcado como um disparate de boa disposição, nós - o grupo - queremos fazer aquilo, e quanto melhor correr... melhor!
Então(e como eu também estou um pouco saturado com as coisas que me ofuscam a visão nas gravações, para desanuviar...) dedicámos este fim-de-semana a ensair o que quer que a gente vá tocar no "concerto acidente".

Este sábado correu bastante bem!
De entre as 15 que tínhamos como possibilidade de tocar, escolhemos reduzir para umas... 10(???).
Ora vamos ver... por ordem +/- cronológica: "Five to one", "Anarchy in the UK", "Rebel yell", "Creep", "Territorial pissings", "Alecrim", "A minha sogra é um boi", "Pennyroyal tea", "Self esteem"... ainda há-de haver mais qualquer coisa que não me estou a lembrar... para além de uma feita por nós.
Engraçado que metade destas músicas foram ensaiadas (a sério) pela primeira vez ontem - sábado - e saíram bem.
Dá vontade de dizer que somos os maiores. X'D=

Para já o fim de semana ainda não acabou.
Segunda volto a andar a solo.

(PS - Ah!.. A "Creep" é a de Stone Temple Pilots)

X')=

sábado, 27 de outubro de 2007

DIA 5


"Será que vai ficar bem?"

Não paro de pensar nisso. Sempre, sempre, sempre a pensar no mesmo.
A demo já tinha sido acabada de gravar faz quase 2/3 meses, e habituei-me a admirar até pequenos defeitos que nela tinha, quanto mais todos os detalhes ao pormenor, que eu perdia paciência a editar nas faixas de bateria, duas e três horas antes de fazer qualquer outra coisa mais por cima da música.

Este foi, até agora, o dia mais profissional de todos. Cheguei e o Nuno já lá estava; passados 15 minutos estava já a gravar; gravei as duas últimas faixas de bateria que faltavam... o resto foram stresses de "ansiedade VS tempo".

Sexta (admito que estou mesmo a escrever no dia seguinte e não no próprio dia. Tem sido cansativo e não há muita paciência para escrever quando assim é) foi o último dia de gravações de bateria. Foi decidido pelos dois, por duas razões: temos pouco tempo(+/- 5 dias) para tudo o resto, e há material suficiente nas faixas de bateria para fazer "batota". Quando o tempo escasseia - por tanta coisa que aconteceu nesta semana, enfim - não há margem para querer meter "honestidade" na execução musical à frente da qualidade. Eu quero que aquilo fique bem, que soe bem, e não ficar arrependido quando ouvir aquilo no fim. Espero que assim seja.
Apesar que ontem, por causa de ser a "última hipótese" - decidida mutuamente, como escrevi - de gravar o que fosse na bateria, passei o tempo todo a ver defeitos em tudo quanto era lado.

Eu já sabia que ia ser um dia rápido na gravação. Contudo, um dos meus medos materializou-se, e outros ainda assaltaram-me de surpresa. Na música #9 (a última), muita coisa correu mal. O problema é que não foi correr mal de ser um "prego", ou outro. Eu tocava e coincidia com o tempo certo, o problema é que soava mesmo mal, e no fim também houveram coisas que me parecia que iam soar bem e soaram desastrosamente.

Tal foi o meu stress que, como não nasci ontem, eu próprio admiti ao Sr. Producer que fôssemos então lanchar qualquer "porcaria" e desanuviar a cabeça. No entanto, de volta, ficando eu sozinho - por decisão dos dois - a ouvir as 8 músicas, de propósito para encontrar todos os defeitos com os quais pudesse(eu próprio) implicar, encontrei coisas mínimas em cada uma, mas que fariam a diferença. Apontei tudo o que encontrei ao pormenor e, espero(vamos lá ver..) que as coisas fiquem a soar bem, como sempre deveriam ter soado.

É que não é apenas uma questão de a bateria estar certa com o tempo. Isso é mais ou menos fácil, bastando ter alguma prática no ritmo x acompanhado do metrónomo. O problema maior é a fluidez com que se toca esse ritmo, e é algo que para mim faz muita diferença. Mas infelizmente, não tive tempo para gravar 3/4 horas cada faixa, estando a ouvir até ao mais ínfimo pormenor aquando à volta dessa mesma. Naturalmente serão coisas que muita gente não notará, mas neste momento eu quero ficar agradado com o investimento que estou a fazer. Já não penso no dinheiro, mas sim no produto que vou erguer como sendo este conjunto de músicas no seu estado definitivo.
Como poderá ser definitivo se eu não estiver contente com elas?
Será que algum dia vou estar contente?
Será que não irei estar sempre a colocar defeitos?

"Esta é aquela parte em que é suposto tu me dares um estalo e dizer "Cala-te páh! Não vês que isto está bem?!!!" e eu fico mais calmo."

É melhor manter a cabeça fria e avançar. Como ele disse, e eu tenho que concordar, agora, o mais importante é as coisas baterem certo no ritmo, e é aí que eu estou. (Depois disso ainda se podem tratar de outros detalhes, desde que o ritmo esteja certo)
Há duas músicas - a #9 e a #7 - que têm partes (ao todo 3 partes) que eu queria mesmo analisar "cirúrgicamente". Não há volta a dar, soa-me mal, tem que ser corrigido. A menos que o Produtor, com a sua experiência me impeça de tal. Pois, por vezes é disso mesmo que estou à espera. Que me acalme dizendo que está tudo sob controlo. O problema é, como ele diz, e bem, que eu tenho um avanço muito grande sobre ele nisto; são as minhas músicas e ninguém sabe melhor do que eu como elas são.
E eu sei neste momento que quero mexer naquelas três partes. Depois vê-se o resto.
Segunda-feira ainda será dedicada a isto.

Sábado e domingo não haverá nada disto, porque domingo é domingo, e porque sábado ele já tinha algo combinado há muito tempo, para fazer.

É da maneira que vou desanuviar o resto que faltava, ensaiando com o pessoal para o concerto de dia 31. Ainda bem que tenho isso.

X'\=

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

DIA 4


O Producer atrasou-se (desta vez apenas 30 minutos, verdade seja dita).
O PC da régie não estava lá.
Problemas na instalação do software/hardware no portátil do Producer.
Quase metade da bateria tinha desaparecido do estúdio.
Um metrónomo exportado e pronto a gravar por cima, a meio troca-se todo, e eu com ele!

Estes foram alguns(os mais chatos) dos problemas que aconteceram hoje(...).
Escusado é dizer que começámos o trabalho com umas 3 horas de atraso, visto que já era para termos começado a trabalhar às 11:30/12:00, e todos estes incidentes atrasaram tudo.

De resto foi mais um dia em que apenas mais 2 faixas de bateria ficaram arrumadas.
Prevê-se que, uma vez que este fim-de-semana não vai haver nada para ninguém, esta semana de trabalho - terminando sexta-feira - seja apenas para a gravação de bateria(infelizmente não há/houve volta a dar). Na próxima semana estima-se que seja feito tudo o resto. Já se levantam hipóteses de continuarmos o trabalho, mesmo quando eu estiver de volta ao meu horário laboral de rotina(de volta ao trabalho, quando acabarem as férias), saindo às 18:15 disparado para o estúdio do casarão.

No entanto eu ainda mantenho a esperança de que as coisas vão melhorar. Afinal de contas esta é mesmo a parte mais difícil - a bateria.
Tenho um avanço em relação ao Producer. Não é por mal, mas como já topei uns beliscanços de preguicite em relação a horários, não me importei de o ver um pouco mais preocupado do que precisava de estar, por pensar que ainda faltam 3 faixas de bateria, enquanto apenas faltam 2. Mas na verdade ele deveria estar com esta preocupação há mais tempo, daí que é melhor deixá-lo atrapapalhado, a ver se os horários se cumprem. X')

Neste momento só faltam as partes de bateria das faixas #6 e #9, estando todas as outras satisfatoriamente gravadas. Depois será edição.
A presença do Ben, ontem, de volta do ensaio com o pessoal para o concerto de dia 31, foi de muito apoio, de forma que evitou que eu stressasse por coisas chatas. Ver-me chegar à beira do Producer e dizer "Nuno, eu não quero entrar em pânico, mas levaram metade da bateria...", e já à procura das peças perdidas ter aquele anormal a dizer "Relax, manx. Vais ver que vai ficar tudo no sítio." ajuda.
Depois disso ainda tive - nem sei porquê só agora a meio da semana - um stress pessoal com um "raide" - um dos pratos, que serve para manter o ritmo em algumas partes - pois estava já habituado à combinação dos dois pratos - ride e crash - que uso na minha bateria, e aquele ride(porque o crash já era o meu) não tinha NADA a ver... Mas acabei por resolver a situação. O Ben nisso também me ajudou.

Pelo meio ele estava possuído, tipo Jimmy Hendrix, a improvisar numa guitarra eléctrica - pareceu-me uma "Flying V" - sem electricidade(não amplificada; acoustic). O pessoal falava e andava de um lado para o outro, e ele, na régie, a improvisar enquanto o pessoal ia falando e esperando pela exportação das guias e metrónomos.

Engraçado, que antes de começar a gravar(ou sequer ligar o equipamento), como não conseguíamos instalar o software necessário para reconhecer o hardware no PC do Producer, ainda fomos os 3 para um "centro de cópias", ligados à net procurar que nem loucos pelos drivers para aquela "porcaria". Foi engraçado, tenho que admitir (apesar de tudo o mais que se possa considerar em relação ao profissionalismo).
Se não fossem estes pequenos stresses seria tudo muito frio e maquinal.
Assim sempre ficam estas pequenas histórias para contar.
Stresses de quem tenta fazer as coisas com muita coisa a dar para o torto.
X')=

Ainda tivemos a presença do nosso caro colega rapper (tenho de saber qual é o nome do gajo), e também duma rapariga (ou mulher, porque apesar de ser +/- da minha idade, já não andamos na escola... lol) que era quem ia tomar conta do bar, lá do casarão, durante a noite.
Lá os 4 - o Ben, o Producer, o rapper e a Sra. moçoila -, deram um ambiente porreiro àquilo tudo, porque enquanto eu voltava do estúdio para verificar com o Producer se o que eu tinha acabado de gravar estava porreiro, eles lá estavam muito animados a falar de música de alguns pormenores que diziam respeito à minha, pois podiam ouvir-me a "cantar", nas guias que me orientavam na gravação.


Basicamente, apesar de toda a confusão, há sempre coisas engraçadas a contecer. :')=

Vamos ver como corre sexta-feira.

X')=

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

DIA 3


Há dias em que mais vale não ter poder de decisão. Mas também, quando não se decide nada, acaba por ser quase igual...
Coisas que não têm nada a ver com "música" - neste caso -, podem ter influenciado alguma coisa em todo o processo. Ou, provavelmente(como me é sugerido de mim para mim) é só mesmo cisma minha.

O certo é que não quis fazer algo para não chegar atrasado às "gravações" - isso e mais alguma justificação da treta - e acabei por ter de ficar à espera que o Producer chegasse, de qualquer das formas.
Uma boa porra duma espera, é o que se pode dizer. Isto já não é imprevisto, nem acaso; é mesmo regra!

"Gravações" porque metade do tempo se esvai com outras coisas que não implicam aquilo que é suposto fazer. Quer dizer, eu gosto do ambiente, e divirto-me a conversar com o pessoal e ver tudo aquilo animado à volta daquele ambiente, sempre que aparece lá mais alguém.. mas a verdade é que isso atrasa muito tudo o resto.


Acho que já matei as saudades do Cybercentro, e já estou preparado para sair de lá de novo.


Não, a sério. O importante é gravar o que tenho a gravar, e há coisas que tenho que suportar para que isso aconteça. Mas pronto, quando estiver feito nem vou acreditar que me livrei do stress de estar sempre a ver tanta coisa a ficar para trás. É que já estamos 2 dias atrasados para com o plano inicial.
Enfim...

Gravámos "apenas" a parte de bateria de mais duas músicas. Vá lá que eram complicaditas, senão até estava aqui a espumar de tanto bater mal.
Em 5 horas, metade foram a gravar... (!!!!)

Mas a última coisa que eu quero é estar a pressionar ao ponto de as coisas desabarem. Enquanto a qualidade estiver como eu esperava e houver margem de manobra com o tempo, eu vou aguentar mais um pouco. Isso pode fazer a diferença no fim.

Nem tudo foi "atraso vazio". Uma das situações foi aparecer lá o rapper(ou hip-hopper(??) mais ligado lá ao casarão. Não sei o nome dele, mas ele gravou lá as coisas dele, e foi mesmo ele que me aconselhou a confiar na qualidade do que lá se faz, quando lá fui a primeira vez. A verdade é que não me enganou; a pontualidade do Produtor é que me falhou ao lado.
Apesar de ver o tempo a passar, não pude deixar de aproveitar para ouvir todo o entusiasmo que aquela personagem tem para dar. E gostei muito de ver e ouvir o entusiasmo dele. Já há muito tempo que batalha pelo que faz e não o faz para agradar, mas por paixão. E eu sei ver e diferenciar isso nas pessoas.

Vê-se que ele adora o que faz, e ele não pára quieto, sempre a mexer-se pelo meio, a trabalhar até que um dia seja recompensado. Está entre, e dá-se muito bem, com alguns dos melhores - como um miúdo que é dos melhores a fazer beat-box, chamado Dragon(se não me engano), e o Fuse(que já dispensa apresentações, dentro do Hip-hop underground nacional).
Nota-se que ele só faz aquilo por ele, e pela música de que gosta, e mais nada nem ninguém. E vê-se nele também o gosto por dar apoio a todos que ele vê que fazem como ele. Pelo menos ele não pára de elogiar o trabalho do Producer, e na verdade o gajo é bom, senão eu não estaria a fazer a maluquice que estou a fazer. lol

E uma coisa este rapper disse logo quando entrou, que eu até congelei a ouvi-lo falar(quase como se me visse a um espelho):
"Eu não desisto!!"



É que eu também não desisto.

X'!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

DIA 2


Dia cansativo, este. Um pouco estranho, também. Mas bem melhor aproveitado.

A parte estranha:
Não sei como, a faltar 7 minutos para o comboio que eu tinha que apanhar, estou eu em direcção ao meu "estúdio" caseiro para recolher o pedal-duplo (da minha bateria) para o caso de o preferir ao do estúdio da F.d.S., quando dou com uma situação... estranha!
Duas "Heidis" - raparigas que não devem ter tido muito melhores ideias para ganhar dinheiro, do que andarem vestidas de dançarina folk russa, a pregar uma coisa qualquer - a tentar pregar uma coisa qualquer(religião???) à minha mãe.
7, 6, 5, 4, 3, 2...
A frieza destes momentos supera-me e surpreende-me. Desligo o meu computador, falo em monosílabos, elas saem, eu fecho a porta do "S.", e lá vou eu. Chego à estação, afinal ainda tinha 4 minutos... tinha-me esquecido do pedal-duplo.

Ainda bem, que me esqueci dele. O de lá serviu perfeitamente bem.


A parte de bom aproveitamento:
Livrei-me do "bicho de sete cabeças"!(A parte de bateria da música #3)
Tal como tinha decidido, peguei no touro pelos cornos, desafiei a minha "sorte" e tirei a teima. Correu melhor do que eu pensava; mesmo assim deu trabalho. Mas em pouco mais de 2 horas, a faixa de bateria "monstro" estava pronta.


A parte cansativa:
O dia de trabalho hoje começou practicamente à mesma hora de ontem, quando deveríamos ter começado mais cedo. Enfim... contratempos.
Para além disto, é muito fácil distraírmo-nos com conversas - tal é o assunto em comum(música!) - e quando dou por mim estou a stressar por ver o tempo a passar e pouca coisa feita.
Para além disso, o ambiente é de tal forma tão familiar - o que também pode ser bom -, que por vezes amigos lá do Produtor "tomam de assalto" a régie, entusiasmados a matar saudades dos seus projectos e a passar o seu som. Penso que perderam uma cópia das músicas deles em CD e precisavam de fazer outra, ou algo assim.
Enfim, a saturação de ver o tempo a passar e descobrir tantas novas e imprevistas formas de ele se evaporar. Cansa um bocado.

De resto o balanço é muito positivo.
Apesar de só termos gravado a parte de bateria de 2 músicas(pode-se estimar que estamos 1 dia e meio atrasados), as duas faixas parecem estar bem prontas para levar com o resto da música em cima, e o som da bateria está muito interessante. Não tem rigorosamente nada a ver com o que eu captava sozinho. É até vergonhoso tentar fazer uma comparação.

PS - nota também para o contraste entre o profissionalismo do som com que estávamos a trabalhar e o amadorismo ruidoso, irritante e quase insuportável das faixas de metrónomo "originais" que eu insisti usar, aproveitando algum trabalho de pré-produção, feito na demo.

Foi um bom passo em frente.

X')=

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

DIA 1


"Po tecto!"
Nada.
Ou quase nada.
Por vezes uma coisa como esta acontecer é frustrante. Outras vezes é irritante. Tive de ter paciência.
Já muitas vezes antes, noutras situações, passei por algo parecido.

Esperar, não ter muito para fazer, e não chegar a meter as mãos na massa(própriamente dita).

Mas a vida é feita de imensas coisas, e nunca sabemos de todos os pormenores que influenciam o dia-a-dia de A, ou B. E o rendimento das pessoas é sempre tanto quanto o que elas se propõem a nos dar, conforme tudo e todos os factores a pesarem na sua balança.
Como eu já sei como estas coisas são, levei tudo na boa.
A única coisa relacionada com a gravação que aconteceu foi mesmo eu mudar a bateria que lá tinham no estúdio de gravação deles para algo com o qual eu estivesse confortável. Ainda demorei um bocado, e ainda a meio da tarde eu acreditava que mal acabasse com a bateria, iria começar a gravá-la. Mas houveram muitos imprevistos. O que valeu é que o ambiente é bom e as pessoas comunicam e são porreiras, e isso faz toda a diferença numa situação destas.
Desculpas seriam algo quase óbvio, mas o mais importante foi a certeza de que o que tivesse que ser feito seria, e isso é o que mais me importa. Nem que depois se tenha de compensar.
Quase me faz lembrar os dias com o Telmo no Cybercentro. Era sempre muito stressante e parado, mas quando era para fazer, a coisa ficava feita.

A parte mais chata, para mim, foi antes disso, pois eu já estava a contar - como combinado - que algo me fosse dito ainda às 10/11h. Mas férias são férias; e nas férias é proibido stressar! Só soube de algo às 12:30.
Nada que me estragasse o dia. Aliás, eu adoro aquele ambiente de música "amadora", boa onda, e honestidade qb.
Lá convive o Hip-Hop, o Metal, o Rock, o Pop, o Reggae...
Engaçado. Hoje demos de caras com os Mesa lá a ensaiar. Não sabia que eram do Porto. São do Porto, e pelos vistos têm andado a dar uns toques na sala de ensaios deste casarão.
Hoje foi um dia dedicado à contemplação. Um dia a viver dentro daquele ambiente. A fazer parte dele.

Mas amanhã é para trabalhar!


À noite, ainda houve lugar para uma conversa bastante controlada, mas animada mesmo assim, com o grupo, acerca do que fazermos no dia 31(dia do "concerto acidente"). Fomos apontando as coisas com as quais já estávamos familiarizados que nos vinham à cabeça e acabámos por apontar mais de 15 músicas(covers, claro). Coisas que não precisam(quase) de ser ensaiadas. Acho que vai correr bem, o concerto.
Entretanto, enquanto eles farão alguns ensaios acústicos entre eles, eu continuarei dedicado às minhas gravações. O Ben jogará nos dois campos.

Amanhã quero ver resultados nas gravações. Nem que sejam saber que há Problemas.

>X')=

domingo, 21 de outubro de 2007

Folga


Hoje tudo começou mais tarde.
Nada de gravações. Ao domingo não se trabalha.
Mas ensaia-se. E eu tinha que ensaiar a parte de bateria para 4 músicas.
Quando estava a preparar-me para adiar mais um bocado, sou surpreendido pelo "Sr." Enri - o guitarrista de longos ensaios, jams e concertos.
Fizemos uma música numa hora. Não houve cansaço nem suor. Apenas boas ideias a sair ao primeiro take; (quase) nada feito por mim, eu só assistia e carregava nos botões.
É normal que algo assim seja preferível a um ensaio - na situação de antecipação de "trabalho" em que estou. Não me cansei absolutamente nada, e a boa disposição só ajuda a que tudo o resto corra bem.
Feita aquela pequena-grande-obra, parti então para o sossego do ensaio a solo. Baquetas nas mãos, mp3 a tocar, "aguentem ouvidos!".
Surpreendentemente (ou talvez não, visto que a carga stressante havia sido reduzida em 50%; de 8 para 4 músicas), as 4 músicas quase saíram todas bem à primeira, portanto, este quase que à partida já estava destinado a ser um dia de puro descanso.
Descanso e recolha. A única música que ainda não saíu à primeira, é a #3. Ela tem mais de 6 ritmos de bateria diferentes; é o meu "bicho de sete cabeças".
Agora vou ensaiar sem usar nada mais a não ser os meus ouvidos e a memória.
Espero que amanhã corra tudo bem.

X'D=

DIA 0


Hoje(ontem) foi dia de reconhecimento. Havíamos já combinado - eu e o produtor - de, após ele se desenrascar de umas gravações que estava a fazer, conversarmos sobre os detalhes em falta para o início das gravações. O Ben meteu-se comigo no comboio, e lá fomos.
Já a "cinco passos" de tocar à campainha, sou advertido de que um atraso estava a impossibilitar o tratar da conversa já combinada.

"Whatever!"

Um "pit-stop" num café-tasco mesmo ao lado do local, e entrámos como se não houvesse contratempo nenhum. E não houve.

Esperámos quase nada e subimos com o Producer até à régie. Não conseguíamos ver ninguém(da banda que lá estava) a gravar, pois eram divisões separadas(não por vidro).
No entanto, dava para olhar para o monitor e ver as ondas sonoras a serem registadas, por faixas. Quando ele parava de gravar uma música, e metia a tocar para ver se seria aquilo, já com os elementos da tal banda presentes, eu lembrava-me do porquê de ter escolhido fazer isto.
No "Sanatório" eu não conseguiria sacar nada daquilo! E aquilo soava bem.

A banda que estava a gravar tinha um som que ficava entre punk-rock que não arrisca muito, coisas fáceis de "Ratos de Porão" e uns "Comme-Restus". Nada que não se consiga ouvir, e até muito porreiro para "dar as boas-vindas" a quem lá entra ainda com um bocado de nervosinho miúdo - apesar que parecia que estávamos todos entre amigos; quase todos numa faxa etária arredondadamente parecida, e com a mesma paixão em comum, que faz com que sejamos todos sonhadores a trabalhar por esse mesmo algo em comum: a caixa de esmolas da igreja.
lol... a música, claro! X')=

Enquanto os ouvíamos a gravar, bem separados e sem interferir de maneira nenhuma no som a ser registado, fomos conversando um bocado sobre o que havia a ser feito e decidido. Não tínhamos muito tempo, pois ele estava óbviamente ocupado.
"Segunda vai ser para começar a gravar por onde? Que instrumento será, e quais as músicas?"
"Bateria, pois é a base para o ritmo de tudo. 4 músicas segunda, outras 4 terça".
Humm... soava-me bem, apesar de eu saber que ainda tinha muito que trabalhar. De tal forma, que viria a condicionar outros planos.
"E material... tipo... eu não ouvi muito bem o som da bateria, é fixe? Não será preciso eu trazer nada? Tarola? Pratos? Baquetas? Pedal-duplo?"
"Que bateria tens?"
"Uma Sonor, nada de especial..."
"Temos aí uma melhor, não te preocupes.. Traz só um Crash"
Só teria de levar um dos meus pratos, e o óbvio - baquetas, pois todas as que tenham sido usadas certamente parecem afiadores de unhas para gatos.
Também fiquei de escolher as 4 músicas para segunda, pois aí, para ele seria indiferente.
Para mim não. Daí que ficámos assim combinados.
A música #1 não precisava de nada. Devido à dificuldade e facilidade, equilibrei: 2 diícei e duas fáceis por dia. Ficaram então as #3, #6, #7 e #8.
As #6 e #8 são relativamente fáceis.

Como a música não é só isto - um projecto a solo -, ainda tínhamos mais em que pensar. Havíamos - eu e o Ben - combinado um convívio com os outros elementos e correu tudo muito bem.
Apenas um contratempo (e é aí que entra o "condicionamento"): o nosso entusiasmo "a mais" fez-nos prometer ao dono do Bar um concerto quase impossível. Dia 31, noite de Halloween.
Como é possível alguém dar um concerto, sem músicas, sem ensaiar? Bem... nós vamos.
Infelizmente, 2 semanas para gravar sozinho tanta coisa não vai ser fácil. Ainda para mais, quando me livrar das gravações do dia "n", terei de ensaiar o que vou tocar no dia "n+1".
Marcar aquele "concerto" foi um acidente.
Mas ninguém o quer desmarcar; ele está a ser preciso.

Agora, de volta para o "S." ensaiar(principalmente) as músicas #3 e #7!

X')=

sábado, 20 de outubro de 2007

-1


Esta é a parte em que digo "Estou nervoso como o caraças!!!" e ao mesmo tempo "Estou entusiasmadíssimo!!!".

Para já o processo ainda se resume a ensaios(no "Sanatório"; o anexo!) um pouco cansativos, um pouco saturantes, e de muita ansiedade. Parece que muita coisa ainda está por ser limada, e que existem sempre coisas a ameaçar vir a correr mal. Por exemplo, agora vou ter que analisar, quase cirúrgicamente um "break"(de bateria) da primeira música, que nem sei como o fiz na gravação da primeira demo. Quer dizer... sei. Foi à sorte. X'D= heh!...
No entanto, existe sempre a fé no sagrado "corta-e-cola", num programa de edição, e nisso o Produtor - penso que já lhe posso chamar isso, pois é o papel que vai desenrolar nisto tudo, para além de editor e mais pormenores que nem eu me lembro muito bem..)- deixou-me um pouco à vontade.
No entanto, sei que tenho de ir para lá com as coisas bem ensaiadas(bem, ao menos tenho tentado... sinto-me um bocado o homem polvo).
Pfff... da próxima arranjo uma banda. Bem, mas isso também já está a ser tratado... para o próximo "álbum"! Hehehe... X'D=

X')=