
(segunda)
Melhor. Bem melhor.
Mais um dia a solo, e... sinceramente, estou a começar a ganhar de novo o entusiasmo. Por algumas razões. Uma: alguns dos problemas que apontei foram resolvidos rapidamente - o que significa realmente "rapidamente!" - pelo Producer/Editor; duas: ele próprio notava algumas falhas que eu nem tinha reparado, e irá fazer mais reparações; três: ele motivou-me a fazer as partes de guitarra de forma a eu ser fiel ao feeling das músicas, despreocupando-me de grandes acompanhamentos cirúrgicos às oscilações da bateria, dando a notar que na fase de edição - cut/paste/cut/listen - ele irá corrigir o que está errado. :')=
Tocar algumas destas coisas em bateria é um pouco complicado, pelo menos para mim que sou um baterista que não se leva a 100%, e apenas quando é para ensaiar, ou inventar um pouco. Penso que exercito mais a imaginação que a prática no drum-kit mesmo. E alguns destes ritmos são "inventivos", e também bastantes, de tal forma que já, eu tocá-los é um desafio, então, tocá-los a tentar obedecer um padrão matemático (tic, toc, toc, toc) do metrónomo (ou então para ilustrar melhor a dificuldade: tic, toc, tac, toc, tic, toc, tac, toc...)... foi quase desesperante.
Mas na fase de criação original muita coisa foi editada por mim, no "S." (há 3/4 meses(???) atrás, de forma a que a bateria seguisse a ideia original que eu tinha na guitarra, e que formasse uma "cama" bem preparada, certinha, para eu gravar a faixa definitiva da guitarra por cima, e depois atirar mais coisas para cima disso tudo.
Aqui mantém-se o espírito: manter-se fiel ao feeling da guitarra; mesmo que o ritmo tenha falhas, a guitarra será a prioridade. Isso tirou-me um peso enorme de cima.
Acertámos alguns erros mais chatos na faixa de bateria de duas músicas, e logo decidimos ir gravando e mexendo nas faixas de bateria das outras alternadamente.
Comecei, então, logo a gravar guitarras. 4 faixas de guitarra ficaram quase despachadas (3 estão, uma está em vias de..).
Terça ficam o resto das guitarradas, e depois de gravar o baixo volto a elas de novo, para os "solos" e os loops marados. :')=
Está a correr melhor. Ainda bem.
AH!... LOL
Esta tinha de partilhar:
Estávamos a meio da gravação de um take - eu no estúdio, lá fechado sozinho a ouvir e a gravar -, quando falha a luz. LOL...
Eu lá no escuro a pensar "Uh... prioridades, prioridades.. Ok... desligar o jack da guitarra... ok... Ah!.. tenho que desligar o amplificador e o cabeço..", e lá andava eu a passo de lesma, a ver se não tropeçava num cabo - dos 10 que andavam pelo chão(só para a guitarra eram dois - input/output -, depois para a gravação mais dois(mic do amp/e REC clean)... pff..) -, até finalmente fazer isso. Também desliguei os transformadores. Fiz isto, não fosse a luz voltar de imediato e estourar alguma coisa. Claro que as coisas já não são tanto assim, mas podia acontecer, e se acontecesse... bem, eu ficava a arder com (ou melhor, sem!) a minha guitarrasita, e sem o pedal de distorção. Ainda deu trabalho "arranjá-los", há uns anos!
Quando tive notícias de vida de alguém que estivesse às escuras do outro lado, percebi que o Nuno já estava a tomar conta da situação e que só tinha falhado a luz na parte de cima. Lá em baixo havia luz.
Estranho? Nem por isso. (Vá lá que o equipamento ficou todo ileso, e a gravação também ficou em back-up..) Tinha sido ele que enquanto eu gravava, estava entretido a ver se uma espécie de "bengaleiro com lâmpadas"(uma espécie de candeeiro para palco ou cenas..) ainda funcionava ou não, a mexer numa lâmpada. Aquilo estourou; a luz foi abaixo.
LOL...
Se não acontecesse uma coisa destas, acho que não era uma experiência completa em estúdio.
X'D=









