
Hoje(ontem) foi dia de reconhecimento. Havíamos já combinado - eu e o produtor - de, após ele se desenrascar de umas gravações que estava a fazer, conversarmos sobre os detalhes em falta para o início das gravações. O Ben meteu-se comigo no comboio, e lá fomos.
Já a "cinco passos" de tocar à campainha, sou advertido de que um atraso estava a impossibilitar o tratar da conversa já combinada.
"Whatever!"
Um "pit-stop" num café-tasco mesmo ao lado do local, e entrámos como se não houvesse contratempo nenhum. E não houve.
Esperámos quase nada e subimos com o Producer até à régie. Não conseguíamos ver ninguém(da banda que lá estava) a gravar, pois eram divisões separadas(não por vidro).
No entanto, dava para olhar para o monitor e ver as ondas sonoras a serem registadas, por faixas. Quando ele parava de gravar uma música, e metia a tocar para ver se seria aquilo, já com os elementos da tal banda presentes, eu lembrava-me do porquê de ter escolhido fazer isto.
No "Sanatório" eu não conseguiria sacar nada daquilo! E aquilo soava bem.
A banda que estava a gravar tinha um som que ficava entre punk-rock que não arrisca muito, coisas fáceis de "Ratos de Porão" e uns "Comme-Restus". Nada que não se consiga ouvir, e até muito porreiro para "dar as boas-vindas" a quem lá entra ainda com um bocado de nervosinho miúdo - apesar que parecia que estávamos todos entre amigos; quase todos numa faxa etária arredondadamente parecida, e com a mesma paixão em comum, que faz com que sejamos todos sonhadores a trabalhar por esse mesmo algo em comum: a caixa de esmolas da igreja.
lol... a música, claro! X')=
Enquanto os ouvíamos a gravar, bem separados e sem interferir de maneira nenhuma no som a ser registado, fomos conversando um bocado sobre o que havia a ser feito e decidido. Não tínhamos muito tempo, pois ele estava óbviamente ocupado.
"Segunda vai ser para começar a gravar por onde? Que instrumento será, e quais as músicas?"
"Bateria, pois é a base para o ritmo de tudo. 4 músicas segunda, outras 4 terça".
Humm... soava-me bem, apesar de eu saber que ainda tinha muito que trabalhar. De tal forma, que viria a condicionar outros planos.
"E material... tipo... eu não ouvi muito bem o som da bateria, é fixe? Não será preciso eu trazer nada? Tarola? Pratos? Baquetas? Pedal-duplo?"
"Que bateria tens?"
"Uma Sonor, nada de especial..."
"Temos aí uma melhor, não te preocupes.. Traz só um Crash"
Só teria de levar um dos meus pratos, e o óbvio - baquetas, pois todas as que tenham sido usadas certamente parecem afiadores de unhas para gatos.
Também fiquei de escolher as 4 músicas para segunda, pois aí, para ele seria indiferente.
Para mim não. Daí que ficámos assim combinados.
A música #1 não precisava de nada. Devido à dificuldade e facilidade, equilibrei: 2 diícei e duas fáceis por dia. Ficaram então as #3, #6, #7 e #8.
As #6 e #8 são relativamente fáceis.
Como a música não é só isto - um projecto a solo -, ainda tínhamos mais em que pensar. Havíamos - eu e o Ben - combinado um convívio com os outros elementos e correu tudo muito bem.
Apenas um contratempo (e é aí que entra o "condicionamento"): o nosso entusiasmo "a mais" fez-nos prometer ao dono do Bar um concerto quase impossível. Dia 31, noite de Halloween.
Como é possível alguém dar um concerto, sem músicas, sem ensaiar? Bem... nós vamos.
Infelizmente, 2 semanas para gravar sozinho tanta coisa não vai ser fácil. Ainda para mais, quando me livrar das gravações do dia "n", terei de ensaiar o que vou tocar no dia "n+1".
Marcar aquele "concerto" foi um acidente.
Mas ninguém o quer desmarcar; ele está a ser preciso.
Agora, de volta para o "S." ensaiar(principalmente) as músicas #3 e #7!
X')=
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